Patricia Ranghetti, ou Pathy;
16 anos;
Curitiba - PR

"Eu era como muitos lá dentro, à procura de mim mesma, à procura de mim mesma nos outros, na boca de outros, nos olhos de outros."

Flickr - Neptuno-k

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+O Blog

Porque simplesmente não existe lugar mais adequado do que um bar movimentado no centro da cidade com a companhia de um café preto para refletir sobre a vida e desligar-se do mundo.
Concluir esse sistema tendo um canto para expressar as proprias reflexões.

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+Curiosidades

• Morei três anos na Itália;
• Tenho medo de palhaços;
• Já fui daminha de casamento;
• Já tive uma coleção de selos, mas não sei o que aconteceu com ela;
• Quando eu tinha 9 anos eu desfilei no dia 7 de setembro com os Escoteiros, mas meu pai não foi me ver, por isso eu vou matar todo mundo, hahaha(?);
• Quando eu tinha 10 anos eu tinha um hamster chamado Jerry, eu amava muito ele, mas um dia ele amanheceu morto, ninguém sabe o que aconteceu, só eu;
• Nunca tive um amigo imaginario quando criança, e isso sempre me deixou um pouco decepcionada;

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+Sonhos

• Aprender francês.
• Ter uma caixinha de leite falante e um gato xadrez.
• Ser jornalista.
• Conhecer o mundo.
• Escrever um livro.

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+Pensamentos

Se o medo da loucura nessa estrada escura, me afastar da luz que me conduz...

Albert Einstein

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+Lendo

Lira dos Vinte Anos;
Álvares de Azevedo

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+Biblioteca

Aju
Acid Minds
Ana Fernandes
Andando Nu
Blog do Wallacy
Eu, Você, e Meus Pensamentos
Glícia
Gosto Amargo
Hi Clarice
Ilusão de Vodka
Lar da Lara
Musique Automatique
Outro Blog da Mary
Pétalas de Papoula
Personaletter
Prosa Perdida
Sorrir Pra Não Chorar
The One Clown Circus
Um Pouco de Veneno, Por Favor
Where Is My Mind

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+Arquivo

08/06; 09/06;
10/06; 11/06;
02/07; 04/07;
05/07; 06/07;
07/07; 08/07;
09/07; 10/07;
11/07; 12/07;
01/08; 02/08;

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+Awards



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+Créditos

Blogger
HaloScan
Geocities
Emily Martin

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+Link Me



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Antigo Café Preto
Desde 21.08.06

.Layout by Pathy.

[Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008]



Ela foi forçada a engolir cada palavra, e naquele momento, isso nem foi tão ruim assim. Foi jogando cada esperança em cima daquelas cicatrizes, só pra poder se convencer de que tudo que começa, acaba. Os passos podiam sempre levá-la ao mesmo lugar, mas ela nunca parava, e parece que você nunca percebeu que ela estava sempre ali. As idéias ficam pesadas, e as pessoas cansam. A vida acaba por não passar de uma lembrança remota.


Editado por Patricia, ás 10:02 AM

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[Domingo, Fevereiro 24, 2008]



Aquela farsa não acabava nunca, e o ponto final sempre se atrasava. Ela podia renunciar a tudo, menos a aqueles goles de preguiça diários. O amanhã sempre trazia mais medo, e ela nunca conheceu a própria razão. Ela procurou tudo em todos, mas nunca encontrou nada, nada além de futilidade, e não se perder em pensamentos se tornava um objetivo cada vez mais distante. Cada pedaço de si se diluía atrás daquelas sombras. Cada passo deixava um rastro. E depois de correr tanto, ela acabou esquecendo o que é a verdade. Tudo o que ela conheceu até então, não passava de uma brincadeira.


Editado por Patricia, ás 2:19 PM

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[Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008]



As vezes ama sem querer
Ela se afundava naqueles pensamentos, como se não existisse outra coisa. E ouvia aquela voz a cada segundo, só pra senti-lo mais perto. As palavras nunca serviram pra nada, e nada do que ela fazia servia. Os olhares iam perdendo o significado, e aquele prazer ia sendo substituindo por uma certa frustração. O silêncio feria. Ele a feria. E na verdade, nunca houve nada de bom nisso tudo. É como se eles fossem só um passatempo mal inventado, ou mal aproveitado. Será que é tudo inútil?


Editado por Patricia, ás 5:57 PM

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[Sábado, Fevereiro 16, 2008]



Abrir os olhos não é suicídio
é só o começo dele;
De que importa os anos que passaram? O tempo não costuma voltar atrás. O cigarro queimaria até o filtro, e ela nem perceberia. Ela perdeu lágrimas a cada centímetro daquela rua. Um dia ela vai te dizer que o tempo se esgota, e as pessoas mudam. Você nem mesmo vai entender.
Simplesmente optou por libertar-se deste plano material. Justamente ela, que sempre teve a cabeça no lugar, diriam os outros.


Editado por Patricia, ás 10:21 PM

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[Terça-feira, Fevereiro 12, 2008]



O Diabo destrói minha sombra
só pra poder caminhar em seu lugar;
Procuro drogas fajutas para libertar o pensando e aliviar a dor no coração, mas a única coisa que poderia me despertar desse pesadelo seria a cicuta se dissolvendo em algum de meus órgãos. As estrelas não brilham mais como antes, e o vazio do céu também já não é mais o mesmo. Passos rápidos não me levam a lugar algum. Continuo a procurar. Continuo a esperar, pois já disse alguém que os miseráveis não tem outro remédio a não ser a esperança. E a saudade é tudo aquilo que me resta.


Editado por Patricia, ás 5:28 PM

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[Domingo, Fevereiro 10, 2008]



Aquele lado oposto
Uma falta peculiar, e uma grandeza inaudível. Os olhos não transmitem mais que o irreal, mas em últimos instantes, esses seriam os últimos a morrer, na certeza de uma fração aleatória. É um simples brilho no olhar, tornando-se como característico de alguém que ainda tinha esperanças. E tudo aquilo acabaria, uma hora ou outra. Porquê sempre acaba.


Editado por Patricia, ás 8:31 AM

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[Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008]



Mas as coisas findas
muito mais que lindas, estas ficarão;
Você não sabe o que fazer. Não sabe que esquina virar, mas sabe que nunca mais poderá voltar. Sabe que aqueles olhos nunca mais o fixarão. Sabe que aquelas lembranças se espalhariam imutavelmente, onde quer que fosse. Mas longe de ti.
E os dias perderam-se, se espalhando a cada fragmento de lembranças. O que é um segundo, pra quem já perdeu a vida inteira? A morte não teria importância, se a vida não tivesse mais sentido, mas tinha. Perdida entre tantos borrões, a vida ainda irradiava-se. E aquilo, aquilo não era algo de se ignorar.


Editado por Patricia, ás 9:41 PM

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