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Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação. Patricia Ranghetti, ou Pathy; 16 anos; Curitiba - PR Andando Nu Ato do Tempo Blog do Aju Blog do Wallacy Caçador de Mim Culpa de Estimação Hemorragia Cerebral Ilusão de Vodka Inventário João Percival Lar da Lara Mordida Musique Automatique Outro Blog da Mary Pens. de Uma Garota Normal Pétalas de Papoula Personaletter Prosa Perdida Sorrir Pra Não Chorar The One Clown Circus Um Pouco de Veneno Where Is My Mind "Adeus, pobre mulher! no meu silêncio
Sinto que morrerei... Se rias desse amor que te votava, Deus sabe se te amei! Se te amei! se minha alma só queria Pela tua viver, No silêncio do amor e da ventura Nos teus lábios morrer!"
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[Quinta-feira, Maio 08, 2008] Não foi bem assim que os planos foram traçados, mas foi isso que o realismo disse que aconteceria, foi isso que você fez acontecer.
Sem mais passos largos, a vida retorna àquilo tudo posteriormente quebrado. E depois se atreve a te arrancar e enterrar as palavras guardadas no coração. Foram aqueles pequenos medos, que se tornaram em versos ardentes. O relógio não pára, e vai apertando o coração de quem esperar parar o tempo. O tempo? O tempo! O tempo acabou, meu bem, e nos enterrou com ele. por Patricia Ranghetti, às 8:38 PM | [Quinta-feira, Maio 01, 2008]
É sempre assim, você pensa que teu mundo acaba e que tudo na sua vida está destino àquele fim que vai te sufocar a cada segundo, te tirando o ar. Depois você pensa em como foi idiota em acreditar que as luzes se apagam quando você fecha os olhos e que o brilho do sol parou de iluminar. Entra dentro do espelho, tentando ver se ainda existe algo lá dentro, lá aonde doia tanto. São só alguns segundos até chegar a chuva e você esquecer. Então você abre os olhos e vê que está tudo bem. Sempre tudo esteve tão bem. É, o sol ainda está brilhando, e nós ainda estamos vivas. por Patricia Ranghetti, às 7:14 PM | [Quarta-feira, Abril 30, 2008] Lá lá lá
Ela não deveria mesmo tentar explicar algo, porque ele não entenderia. Talvez o único defeito estivesse no fato de serem muito diferentes um do outro, diferentes e distantes demais. As ditas palavras sinceras não devem ser ouvidas, pois só são sinceras naquele momento, e o conselho de não se preocupar já não serve tanto, por ser tão mal interpretado. É, eles eram tão diferentes. Nenhuma palavra era bem interpretada. Nenhum gesto era bem vindo. As histórias para ele deveriam acabar assim, com aquele rancor e sensação de incapacidade. Mas não pra ela. As histórias são assim, acabam, e concentrar algum tipo de sentimento nelas só vai te prender. Aquele passo foi dado, não há volta. Em uma semana a dor passa. Mas não há mais dores pra ela. As portas se abriram, e nenhuma última palavra venenosa poderia corromper aquele carinho. É, ela esqueceu das dores pra guardar aquele carinho por ele. É mais um passado. Um passado enterrado em algum canto, junto àquela foto e àquelas palavras. Um bom passado. E o livro foi fechado. E naquela última linha estava escrito um final feliz, porque não importa o rumo que as coisas tomaram, foi melhor assim. É, ela aprendeu a falar sorrindo de novo... por Patricia Ranghetti, às 12:49 AM | [Domingo, Abril 20, 2008] Pode parecer cruel querer quebrar tudo assim, de um instante para o outro. Minha necessidade de ti é alimentada pela vontade da distância. Talvez não seja tão cruel assim. Talvez seja uma brincadeira passageira, daquelas que nos divertem nas tardes de verão. E após alguns minutos, o amor te tira daquela brincadeira. Talvez seja cruel quebrar tudo assim, ou não. Não é tão cruel assim, porque o pra sempre continua não existindo. por Patricia Ranghetti, às 9:42 PM | [Terça-feira, Abril 08, 2008] O tempo se perde na mentira. Entre tudo aquilo que você não pode apagar. Pensar demais acaba te levando a lugar nenhum. Ela só precisava entender que recompensas não existem. E que promessas não passam de palavras. E que palavras podem te destruir. Não adianta tentar fazer a coisa certa, quando você entra no caminho errado. por Patricia Ranghetti, às 8:50 AM | [Terça-feira, Abril 01, 2008] Eles vão te ensinando que tudo o que você deseja é pecado, e tudo que você faz é errado.
Se apegar é tão fácil, e seguir em frente torna-se tão cansativo. Dizem que se a gente perde alguém, é porque na verdade, nunca foi nosso, e então a certeza também não vale nada. O duplo sentido da palavra destrói o teu final feliz. E aquela música perde o sentido. Depois de viver tanto, depois de procurar tanto, você percebe que está destinado a ficar sozinho. Essa voz vai arrancar meus sentidos. Cala a boca. Essa noite, é só mais uma noite, que você se perde entre tantas lembranças. E aquele aperto no peito? Bem, não é nada. Ela disse que não é nada, que nunca nada teve algum significado. Ela abriu a boca pra terminar de te afundar. O pó branco não é nada. O sangue não é nada. É tudo a vida. A vida não é nada. por Patricia Ranghetti, às 6:59 PM | [Domingo, Março 30, 2008] Eu não sei quantas vezes vou te desejar tanto ao ponto de não te querer mais. É insuportável ouvir tua voz do outro lado da parede. É inevitável não querer estar perto. Quantas vezes você vai me afogar, só pra depois me salvar? Eu não sei mais o que pensar de ti.
Talvez a única coisa que falta é aceitar que nada teve sua devida importância. É como ver o teu mundo apodrecendo. Não importa, tudo continua. por Patricia Ranghetti, às 11:18 PM | [Segunda-feira, Março 24, 2008] Diga o que há, eu já não tenho calma, a minha alma quer respirar
O mundo parava quando aquela voz ressoava. O grito sufocava-se, a realidade apagava aquela última sombra de esperança, queimando o desejo momentâneo, pesando o sentido e perfurando o ainda real. Ainda vou te escrever mil últimas palavras, e você sempre vai me fazer engolir todas elas. Não sei se o pensar vale a pena. Não sei se o sentir vale a pena. E nem mesmo sei se esperar vale a pena, não sei se essa espera acabaria. Esperar... talvez seja melhor esquecer.
Você vai saber que isso é pra ti. Talvez a última, talvez só mais uma... por Patricia Ranghetti, às 5:02 PM | [Quinta-feira, Março 20, 2008] Meu peito está explodindo e os remédios alternativos acabaram, mas eu ainda acho um conforto em meio a minha solidão particular.
Eu acho que cansei de contar até o infinito na esperança de que algo mude, se resolva ou eu me torne uma pessoa menos confusa. Eu acho que na esperança de me salvar, acabei fugindo demais, e não posso nem pensar no arrependimento, é tarde demais. É tarde demais pra qualquer coisa, porque tudo que passa, tudo o que se faz, e o que não se faz, acaba, acaba assim, no instante seguinte. É. por Patricia Ranghetti, às 10:54 PM | [Terça-feira, Março 18, 2008] Última palavra para Yan Lemos A pressão da própria vontade de clareza torna toda a aparência pesada. Os olhos caem sobre aquela falsidade reprimida, e o abraço tão sonhado nunca chega. O sim se atrasa, o não se atrasa. Então você fica simplesmente perdido, procurando entre qualquer lembraça alguma resposta qualquer. O silência torna-se um monstro, e a verdade, medo. E o pior é ter que aceitar. Não voltar atrás. O tarde demais chega tão rápido. O se arrepender se isola. Certas palavras machucam, certos passados não se apagam, não de um dia para o outro. E essa tua inocência é tãão impura...
Como era mesmo? "Nada do que preciso." por Patricia Ranghetti, às 8:59 PM | |